{"id":592,"date":"2008-11-08T05:59:24","date_gmt":"2008-11-08T08:59:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=592"},"modified":"2025-12-24T13:03:54","modified_gmt":"2025-12-24T16:03:54","slug":"a-arauto-da-mediocridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=592","title":{"rendered":"A Arauto da Mediocridade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A diretora teatral e gestora do legend\u00e1rio Theatro XVIII, Aninha Franco, pirou de vez, e adotou o discurso psic\u00f3tico t\u00edpico de gente da extrema-direita do PFL, como o deputado Jos\u00e9 Carlos Aleluia &#8211; ao custo de negar a realidade completamente. Parece uma cega que em terra de olhos, se acha rei. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do <a href=\"http:\/\/www.atarde.com.br\/muito\/aninhafranco\/index.jsf;jsessionid=25D8D242F2E4019A33D8D9F2A2CD3F2F.jbossdube1?post=999107\" target=\"_blank\">Caderno Muito<\/a>, do <em>Jornal A Tarde<\/em>:<\/p>\n<blockquote>\n<h4>Bahia, balne\u00e1rio sem cultura<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil tem tr\u00eas capitais, a de fato, na Avenida Paulista, em S\u00e3o Paulo; a de direito, em Bras\u00edlia; e a oral, a Rede Globo. Desde que a Bahia perdeu o posto de capital da Col\u00f4nia pela necessidade de escoamento do ouro das Minas Gerais atrav\u00e9s do porto do Rio de Janeiro, a nossa tend\u00eancia \u00e9 ser a capital da cultura, um neg\u00f3cio t\u00e3o rico quanto o da cana-de-a\u00e7\u00facar, se houver produ\u00e7\u00e3o e engenho. Nossos artistas s\u00e3o motores de alguns dos movimentos art\u00edsticos mais importantes do Pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 Bossa Nova sem Jo\u00e3o Gilberto e n\u00e3o h\u00e1 Cinema Novo sem Glauber Rocha. Sem Milton Santos, o pensamento contempor\u00e2neo brasileiro n\u00e3o existe. Olodum, Il\u00ea Aiy\u00ea e Timbalada s\u00e3o marcas capazes de produzir o mais vigoroso turismo cultural do Pa\u00eds. E, no entanto, Salvador nunca recebeu uma secretaria capaz de pensar a diversidade dessa cultura, ou impulsionar seus meios de produ\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua realiza\u00e7\u00e3o de cinema \u00e9 bissexta, seu teatro, h\u00e1 pouco tempo vigoroso, est\u00e1 voltando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o zero, e se n\u00e3o fora a ax\u00e9-music, ai, ai, ai, o que seria de n\u00f3s, Sr. prefeito? A sensa\u00e7\u00e3o, em 2008, \u00e9 que fechamos as portas da cidade na Quarta-feira de Cinzas para abri-las no s\u00e1bado de Carnaval de 2009. Nada de significativo aconteceu no per\u00edodo sen\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es, como se f\u00f4ssemos um balne\u00e1rio, lugar bel\u00edssimo sem vida cultural, porque se cultura \u00e9 tudo que a esp\u00e9cie humana cria, estamos empenhados, dependendo da natureza, em enfiar peidos em cord\u00f5es para fazer colares que nunca ficam prontos. Nem h\u00e1 consumidores. A Secretaria de Cultura do Estado est\u00e1, como declara, atuando nos munic\u00edpios mais necessitados. Em Salvador, por onde passou com seus assessores, n\u00e3o nasceu mais relva. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos aproveitar este in\u00edcio que, precisamos criativo, para engendrar a Secretaria Municipal de Cultura, com um secret\u00e1rio escolhido pelos (poucos) artistas que ainda moram na cidade, porque a maioria se foi, fugindo da seca. Podemos instal\u00e1-la no Pelourinho, nos im\u00f3veis que seriam ocupados pela secretaria estadual que n\u00e3o tem por que permanecer em Salvador j\u00e1 que n\u00e3o atua para ela, e pode ser transferida, perfeitamente, com seus 500 funcion\u00e1rios, para um dos 416 munic\u00edpios do Estado, com um PIB adequado \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o. Lajed\u00e3o? Quem sabe?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, o que comparece por \u00faltimo: Aninha n\u00e3o poderia ser mais grosseira com o Secret\u00e1rio de Cultura M\u00e1rcio Meirelles. Fruto de puro ressentimento, do in\u00edcio da gest\u00e3o de M\u00e1rcio quando este cortou as verbais estatais para o XVIII, tendo em vista que este apresentou recibos de boi (sempre de boi&#8230;) como justificativa de gastos. Desde quando um teatro lida com bois?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o entrevero, a SECULT voltou a financiar o XVIII. Aninha usou na \u00e9poca, e usa agora, os piores adjetivos para atacar algu\u00e9m que, al\u00e9m de gestor mundialmente reconhecido cujos efeitos pr\u00e1ticos sobre os h\u00e1bitos mais comezinhos da capital e do estado s\u00e3o quase palp\u00e1veis e chegam a ter cheiro, \u00e9 seu amigo de longuissima data. Isso sem usar nenhum fato para argumentar coisa alguma. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, como assim os &#8220;poucos artistas&#8221; que vivem na cidade?! S\u00e3o poucos? Sen\u00e3o vejamos: na m\u00fasica, temos A Volante do Sargento Bezerra, o Bando Virado no M\u00f3i de Cuentro, o Clube da Malandragem, Pirigulino Babilake, Coletivo \u00dcbber Glam, Tito Bahiense e o Circo d\u00e1 Samba, Gabriel P\u00f3voas, Cl\u00e9cia Queiroz, A Fomid\u00e1vel Fam\u00edlia Musical, O C\u00edrculo, Vandex, Emerson Taquari, o Samba das Mo\u00e7as, e os grupos de choro que tocam regularmente no Botequim Bart\u00f4 e no Cabaret dos Novos do Teatro Vila Velha. Nota: n\u00e3o citei aqui ningu\u00e9m que n\u00e3o fosse da nova gera\u00e7\u00e3o, e ningu\u00e9m nem de longe ligado ao carnaval ou ao ax\u00e9 (Armandinho Macedo, por exemplo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas artes pl\u00e1sticas: Burity, Bel Borba, C\u00e9sar Romero, Maria Adair, Bruno Marcelo, Juracy D\u00f3rea, Calazans Neto, Tati Moreno. No Teatro: Harildo D\u00e9da, Rita Assemany, a pr\u00f3pria Aninha, o pr\u00f3prio M\u00e1rcio, Luiz Marfuz, Nehle Frank, Hebe Alves, Paulo Henrique Alc\u00e2ntara, Gil Vicente Tavares, o Bando de Teatro Olodum, o N\u00facleto TCA de Teatro. Na dan\u00e7a o Balet Folcl\u00f3rico, o Balet do TCA, Carlos Moraes, Suzy Rusch, Gilmar, Zebrinha, Clara Trigo, e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como se v\u00ea, s\u00e3o pouqu\u00edssimos artistas! Fora os an\u00f4nimos&#8230; <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a atua\u00e7\u00e3o da SECULT em si, \u00e9 curioso que ela vitupere na semana seguinte ao encerramento do maior festival internacional de artes c\u00eancias que o Brasil j\u00e1 viu: o FIAC Bahia. Que coincidiu com um festival internacional de cinema, outro de rock, outro de urbanismo. Realmente, a SECULT n\u00e3o faz acontecer nada em Salvador. <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aninha envereda num discurso reacion\u00e1rio, alienado, carlista mesmo. Olhe ao redor, Aninha Franco!, aqueles que concordam com suas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o justamente os que n\u00e3o frequentam a cultura, sen\u00e3o os shows do Chicret\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 apenas uma classe m\u00e9dia endinheirada, como anti-urbana: aquela da Pituba, e n\u00e3o da Gra\u00e7a, jeca e apaulistanada (enquanto a Gra\u00e7a tem o melhor da aristocracia reconvexa). Aninha, cuidado com quem faz coro com voc\u00ea: eles te chamariam de sapat\u00e3o s\u00f3 por birra, e n\u00e3o sabem nem onde fica o Teatro XVIII&#8230; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diretora teatral e gestora do legend\u00e1rio Theatro XVIII, Aninha Franco, pirou de vez, e adotou o discurso psic\u00f3tico t\u00edpico de gente da extrema-direita do PFL, como o deputado Jos\u00e9 Carlos Aleluia &#8211; ao custo de negar a realidade completamente. 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