{"id":2896,"date":"2010-11-22T09:12:38","date_gmt":"2010-11-22T12:12:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2896"},"modified":"2025-12-24T13:02:56","modified_gmt":"2025-12-24T16:02:56","slug":"artefatos-vitorianos-para-uso-das-cidades-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2896","title":{"rendered":"Artefatos Vitorianos para Uso das Cidades &#8211; II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2907\" title=\"Sombrinha1\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha12.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha12.jpg 360w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha12-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a>As \u00e1rvores artificiais port\u00e1teis<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e9culo XIX, que viu nascer as metr\u00f3poles como as compreendemos hoje (em substitui\u00e7\u00e3o a vilas medievais de grandes propor\u00e7\u00f5es, anteriores) tamb\u00e9m viu a mudan\u00e7a dr\u00e1stica dos modos de vestir e de caminhar. As cidades-castelo ou cidades-fortaleza (Salvador \u00e9 um excelente exemplo) tinham boa parte de seus cidad\u00e3os livres carregados em liteiras por escravos; o tr\u00e2nsito pedestre se dava quase sempre dentro dos enormes jardins privados e pal\u00e1cios &#8211; abrigados naturalmente do sol e da chuva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advento da burguesia e da popula\u00e7\u00e3o assalariada livre abole as liteiras (em parte substituidas primeiramente pelos cabriol\u00e9s de pra\u00e7a de pequeno porte, av\u00f3s do t\u00e1xi de pra\u00e7a) e faz ampliar muit\u00edssimo o tr\u00e2nsito pedestre extra-muros. Anda-se muito, anda-se junto, anda-se longas dist\u00e2ncias &#8211; por vezes com pouca ou nenhuma cobertura vegetal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Busca ent\u00e3o, o homem da <em>B\u00e8lle Ep\u00f3que<\/em>, utens\u00edlios que, na cidade, lhe sirvam para a atividade similar \u00e0s do campo. Do pastor que arrebanhava ovelhas usando um cajado, surge a <strong>bengala de cast\u00e3o<\/strong> &#8211; auxiliando o mancebo garboso n\u00e3o apenas a manter-se empertigado ap\u00f3s meia d\u00fazia de quil\u00f4metros, mas a discretamente acelerar-lhe o passo a medida em que diminui seu esfor\u00e7o e o for\u00e7a a manter o r\u00edtmo musical em <em>alegro com brio<\/em>. Ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia que a bengala seja similar a batuta usada em concertos eruditos palacianos na Idade Cl\u00e1ssica &#8211; substituida, na Idade Industrial, para os concertos em teatros urbanos, pela pequena varinha de m\u00e3o atual (Bach, lembremos, regeu <em>Brandenburgo<\/em> a primeira vez com estocadas no ch\u00e3o, e mesmo Haydn; Mozart come\u00e7ou a usar a batuta-varinha, mas nos ensaios optava pelo cajado; Beethoven s\u00f3 adota a forma discreta e moderna do meneio de m\u00e3os a partir da <em>Sinfonia Pastoral<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leitor poder\u00e1 pensar que tamb\u00e9m o assovio (e, por que n\u00e3o?,\u00a0 o <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2079\" target=\"_blank\">formato-can\u00e7\u00e3o<\/a> &#8211; este n\u00e3o sendo mais do que a forma-sonata brincando no quintal) surgiu a\u00ed: ah, o prazer de andar por entre gentes desconhecidas, altivo e c\u00e9lere, enquanto se marca o passo cantarolando uma melodia, com ou sem letra! Prazer que n\u00e3o tinha o escravo da liteira, alguns par\u00e1grafos acima, nem o tinha seu amo, dormitando calorento entre panos cujo calor os abanadores gigantes de outros escravos n\u00e3o davam conta de extirpar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/sombrinha2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2903\" title=\"sombrinha2\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/sombrinha2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/sombrinha2.jpg 640w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/sombrinha2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abano e a sombra port\u00e1teis, o Brasil conhece sua origem mais do que ningu\u00e9m: est\u00e3o nos maracat\u00fas-na\u00e7\u00e3o de baque-virado do Recife, nas congadas do Vale da Para\u00edba e de Minas Gerais, nos afox\u00e9s bahianos, em alguns sotaques de bumba-bois maranh\u00e3enses, em variantes espec\u00edficas dos carimb\u00f3s do Par\u00e1. Sua origem, nobre, claramente n\u00e3o \u00e9 europ\u00e9ia &#8211; onde n\u00e3o havia tanto calor a espantar; antes, \u00e9 ela yorubana-nag\u00f4, marajoara-tapaj\u00f4nica, mu\u00e7ulmana-hau\u00e7\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baldaquinos e abanadores n\u00e3o desapareceram com a Idade Cl\u00e1ssica; tal como as liteiras que, junto com as carruagens diminu\u00edram seu tamanho e\u00a0 seu car\u00e1ter de propriedade de posse privada, al\u00e9m de substituirem a tra\u00e7\u00e3o humana pela animal, dando origem ao fiacre &#8211; tal como as liteiras e carruagens, os abanadores e baldaquinos apenas se tornaram menores e pr\u00f3prios para o auto-uso: <strong>leques<\/strong> e <strong>sombrinhas<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u00e9 verdade que ainda nos corredores de Versalhes as duquesas se abanavam a si mesmas, o faziam mais como modo de mostrar-esconder o colo desnudo. \u00c9 nas ruas e nos bancos de pra\u00e7a que a j\u00f3vem dama se abana para respirar depois de um longo trote; o rapaz, em seu lugar, retira do bolso o len\u00e7o (que nos pal\u00e1cios de um s\u00e9culo antes, serviam apenas para salamaleques barrocos) e enxuga a t\u00eampora afogueada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <strong>sombrinha<\/strong> e o <strong>guarda-chuva<\/strong>, tidos em geral como forma de proteger da \u00e1gua que cai, v\u00eam antes de afastar o sol que assola, com o cidad\u00e3o proporcionando a si mesmo a sombra que lhe falta. Em cidades tropicais e equatoriais ainda \u00e9 vis\u00edvel este uso, como nas fotos deste post, tiradas em Bel\u00e9m do Gr\u00e3o-Par\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2904\" title=\"Sombrinha3\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha3.jpg 640w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e9culo que viu nascer a vida urbana foi engenhoso o suficiente para unir dois ou tr\u00eas destes artificialismos vegetais, t\u00e3o <em>art-nouveau<\/em>, num s\u00f3 objeto: a <strong>sombrinha<\/strong> da mo\u00e7a pode lhe servir de <strong>bengala<\/strong> (ao contr\u00e1rio dos rapazes, diminuindo o ritmo de seu andar, e fazendo-a balan\u00e7ar de leve a anquinha e os ombros), bem como pode a <strong>bengala<\/strong> do mo\u00e7o ser um <strong>guarda-chuvas<\/strong> &#8211; que, com leve al\u00e7a no lugar do cast\u00e3o, o auxilia a pongar em bondes e \u00f4nibus de tra\u00e7\u00e3o animal, ou mesmo em t\u00edlburis, se precisar perseguir algo clandestinamente um objetivo inconfess\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E que tal uma pequena copa pseudo-vegetal que proteja cabe\u00e7a e olhos, sem ocupar as m\u00e3os: o <strong>chap\u00e9u<\/strong>, pois n\u00e3o? Existente j\u00e1 na corte da Fran\u00e7a pr\u00e9-Revolucion\u00e1ria, l\u00e1 servia (como o leque e a bengala) apenas para ostenta\u00e7\u00e3o de status: um nobre podia adornar sua pesada peruca com, \u00e0s vezes, mais de um chap\u00e9u, bastante disfuncionais ambos os tr\u00eas. Na cidade hausmaniana, os homens optam por cabelos curtos (transferindo para barba, bigodes, su\u00edssas, cavanhaques e p\u00earas sua identidade de classe) e <strong>cartola<\/strong>, <strong>c\u00f4co<\/strong>, posteriormente o <strong>panam\u00e1<\/strong> (nesta deriva\u00e7\u00e3o do <em>Nouveau<\/em> que \u00e9 o <em>Art-Dec\u00f4<\/em> da d\u00e9cada de 1920); as senhoras passam a usar coques, as meninas cabelo ao comprido nas costas. O pr\u00f3prio chap\u00e9u pode ser usado para abanar-se, ou a outrem; e se n\u00e3o o for (caso mais comum entre as mulheres, que necessitam de alfinetes para fix\u00e1-los na cabeleira), pode-se adapt\u00e1-los em <a style=\"font-weight: bold;\" href=\"http:\/\/brecholuxo.blogspot.com\/2010\/04\/chapeu-dobravel-que-vira-leque-original.html\" target=\"_blank\">chap\u00e9us dobr\u00e1veis<\/a> &#8211;<strong> <a href=\"http:\/\/www.google.com\/imgres?imgurl=http:\/\/1.bp.blogspot.com\/_ESIzx70kawM\/S9EslYmEcJI\/AAAAAAAACIY\/Q4OUSDvHNWk\/s1600\/b.luxo%2Bpe%C3%A7as%2B038_600x400.jpg&amp;imgrefurl=http:\/\/brecholuxo.blogspot.com\/2010\/04\/chapeu-dobravel-que-vira-leque-original.html&amp;usg=__1u32oPiNomvxUPjSNXeP5YJtzdw=&amp;h=400&amp;w=600&amp;sz=52&amp;hl=pt-br&amp;start=0&amp;sig2=4C5d8yPRQaQA7Ehg0ux8Pg&amp;zoom=1&amp;tbnid=cxHHKSAqJOGx8M:&amp;tbnh=135&amp;tbnw=151&amp;ei=B3XpTKX1JcH48Ab0wuTFDA&amp;prev=\/images%3Fq%3Dchapeu%2Bdobravel%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26client%3Dgmail%26sa%3DN%26rls%3Dgm%26biw%3D1024%26bih%3D578%26tbs%3Disch:1&amp;um=1&amp;itbs=1&amp;iact=rc&amp;dur=507&amp;oei=B3XpTKX1JcH48Ab0wuTFDA&amp;esq=1&amp;page=1&amp;ndsp=15&amp;ved=1t:429,r:3,s:0&amp;tx=78&amp;ty=65\" target=\"_blank\">leque<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"http:\/\/www.google.com.br\/imgres?imgurl=http:\/\/4.bp.blogspot.com\/_ESIzx70kawM\/S9EslHLI-zI\/AAAAAAAACIQ\/l042EWUeMAI\/s1600\/b.luxo%2Bpe%C3%A7as%2B036_600x400.jpg&amp;imgrefurl=http:\/\/brecholuxo.blogspot.com\/2010\/04\/chapeu-dobravel-que-vira-leque-original.html&amp;usg=__54HsJY9GSgzGlfd8onVHFVc6Hqs=&amp;h=400&amp;w=600&amp;sz=41&amp;hl=pt-br&amp;start=0&amp;sig2=Gwmw3_4xeOdudYBCJuLU5w&amp;zoom=1&amp;tbnid=NsBfA_9EpkgxzM:&amp;tbnh=138&amp;tbnw=193&amp;ei=-XTpTJanNcKqlAfClPCPDA&amp;prev=\/images%3Fq%3Dchapeu%2Bleque%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26sa%3DN%26biw%3D1024%26bih%3D578%26tbs%3Disch:1&amp;um=1&amp;itbs=1&amp;iact=hc&amp;vpx=716&amp;vpy=312&amp;dur=316&amp;hovh=138&amp;hovw=207&amp;tx=176&amp;ty=170&amp;oei=wXTpTPaEFIG78gaN37HWDA&amp;esq=11&amp;page=1&amp;ndsp=16&amp;ved=1t:429,r:15,s:0\" target=\"_blank\">chap\u00e9u<\/a><\/strong> a um s\u00f3 tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2905\" title=\"Sombrinha4\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha4.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha4.jpg 640w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/Sombrinha4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda esta riqueza de simplicidade e efici\u00eancia tecnol\u00f3gica, coet\u00e2nea da bicicleta, s\u00f3 p\u00f4de advir porque as cidades n\u00e3o eram ainda dominadas pelo autom\u00f3vel, pela m\u00e1quina. A civiliza\u00e7\u00e3o conhecia e imitava a bot\u00e2nica (e, ver-se-\u00e1 em breve, a animalidade) suplementarmente, e sem buscar substitu\u00ed-la de todo. Nada disso seria poss\u00edvel se, nas ruas de ent\u00e3o, ao inv\u00e9s de gentes houvesse uma manada de rinocerontes motorizados e desembestados a solta, como hoje &#8211; \u00e9poca em que, no entanto, estes utens\u00edlios continuam a ser espontaneamente usados, sinal de que seu design est\u00e1 longe de ter sido criado para a obsol\u00eancia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As \u00e1rvores artificiais port\u00e1teis O s\u00e9culo XIX, que viu nascer as metr\u00f3poles como as compreendemos hoje (em substitui\u00e7\u00e3o a vilas medievais de grandes propor\u00e7\u00f5es, anteriores) tamb\u00e9m viu a mudan\u00e7a dr\u00e1stica dos modos de vestir e de caminhar. 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