{"id":2633,"date":"2010-07-23T19:20:15","date_gmt":"2010-07-23T22:20:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2633"},"modified":"2025-12-24T13:02:57","modified_gmt":"2025-12-24T16:02:57","slug":"o-som-das-sextas-xxiii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2633","title":{"rendered":"O Som das Sextas &#8211; XXIII"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: right;\">\u00c0s Orquestras, Maestro!<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato n\u00e3o \u00e9 novo, mas n\u00e3o havia se tornado p\u00fablico ainda. Desde maio \u00faltimo este blog recebeu convite da <a href=\"http:\/\/www.riot.com.br\/\" target=\"_blank\">Riot Comunica\u00e7\u00f5es<\/a> para ir ver a <strong>Orquestra Sinf\u00f4nica do Estado de S\u00e3o Paulo (OSESP<\/strong> &#8211; que a gente espinafra desde que John Neschling foi prematuramente sa\u00eddo dela) dentro da <a href=\"http:\/\/www.itaupersonnalite.com.br\/index.jsp\" target=\"_blank\">S\u00e9rie Ita\u00fa Personalit\u00e9<\/a>. Quer dizer: \u00e0s pampa, as mina de Sampa acham que eu sou um cr\u00edtico de m\u00fasica erudita acima do mediano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Irei v\u00ea-los, domingo dia 8 de agosto, 16h e 30min, na <strong>Sala S\u00e3o Paulo (Esta\u00e7\u00e3o J\u00falio Prestes)<\/strong>. Com direito a foyer de honra &amp; outros todos regabofes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto assim que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. H\u00e1 um projeto, talvez para ano que vem, de o Banco Ita\u00fa manter um blog permanente sobre a nova onda de m\u00fasica de concerto no Brasil, com cr\u00edticos sediados em cada cidade-p\u00f3lo da \u00e1rea no pa\u00eds &#8211; e a Bahia \u00e9 pedra-de-toque nisso, como se ver\u00e1 logo abaixo n\u00e3o apenas por causa do <strong>Neojib\u00e1<\/strong> e da <strong>Sinf\u00f4nica do Estado (OSBA)<\/strong>. Da\u00ed, me convidaram para escrever l\u00e1, a soldo pago. Capaz que eu v\u00e1, por que n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>* * *<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 haviamos falado antes da <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2447\" target=\"_blank\">for\u00e7a da m\u00fasica instrumental no per\u00edodo atual do retorno do formato-can\u00e7\u00e3o<\/a>. Contudo, Orquestra e M\u00fasica Instrumental se confundem, mas n\u00e3o se igualam. Na orquestra pode haver corais, e presen\u00e7a de cantores solistas &#8211; o que formalmente as coloca mais pr\u00f3ximas do formato-can\u00e7\u00e3o do que o rock instrumental, por exemplo. N\u00e3o atoa \u00e9 o pr\u00f3ximo passo do Neojiba: formar um coral, de modo que nem eles nem a OSBA continuem dependendo do Coral Madrigal da UFBA (n\u00e3o obstante sua excel\u00eancia) sempre que forem montar uma pe\u00e7a cantada. (E o que quer dizer que, em breve, talvez, provavelmente, teremos montagens inteira\u00e7as em Salvador de uma pe\u00e7a que se notabilizou como repert\u00f3rio da OSESP de Neschling: Maracat\u00fa De Xico-Rei, por Camargo-Guarnieri).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso espec\u00edfico da m\u00fasica brasileira dos dias atuais, as orquestras v\u00eam de outras e mais variadas vertentes que a m\u00fasica erudita puramente. Talvez o primeiro marco neste sentido tenha vindo com a <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/orquestraimperial\" target=\"_blank\"><strong>Orquestra Imperial<\/strong><\/a> do Rio de Janeiro, aproximando-se das crooning, bandas de baile e de gafieira. No mesmo rastro veio a <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/orquestracontemporaneadeolinda\" target=\"_blank\"><strong>Orquestra Contempor\u00e2nea de Olinda<\/strong><\/a> e a <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/obmjska\" target=\"_blank\"><strong>Orquestra Brasileira de M\u00fasica Jamaicana<\/strong><\/a>, e at\u00e9 mesmo ao seu modo autores que n\u00e3o se declaram &#8220;orquestras&#8221; como <strong><a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/sibaeafuloresta\" target=\"_blank\">Siba e a Fuloresta<\/a><\/strong> e o <strong><a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/bonsucesso\" target=\"_blank\">Bonsucesso Samba Clube<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, claro, passa pelo jazz da <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1955\" target=\"_blank\">Orkestra Rumpilezz<\/a> e pela <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1822\" target=\"_blank\">inven\u00e7\u00e3o do frevo-de-palco<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.advivo.com.br\/blog\/luisnassif\/um-desafio-para-ribeirao-preto\" target=\"_blank\">Em S\u00e3o Paulo, parece que as sinf\u00f4nicas municipais passam por crises<\/a>. N\u00e3o deveriam: em Minas Gerais elas seguem muito bem. N\u00e3o obstante, <a href=\"http:\/\/www.advivo.com.br\/blog\/luisnassif\/o-abandono-das-orquestras\" target=\"_blank\">vale ver nos coment\u00e1rios<\/a> um do <a href=\"http:\/\/www.advivo.com.br\/node\/109122\" target=\"_blank\">leitor Jorge Nogueira Rebolla<\/a> sobre a <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2gFEmbfc_9w&amp;\" target=\"_blank\">Orquestra Sinf\u00f4nica Municipal de Barra Mansa (RJ) tocando as Bachianas n\u00ba5 (Os Dezessete A\u00e7oites)<\/a> para se ter a no\u00e7\u00e3o do tanto de capilaridade que o fen\u00f4meno orquestra tem hoje na forma\u00e7\u00e3o de p\u00fablico, cr\u00edtica e autores, mesmo em cidades bastante pequenas e isoladas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>* * *<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/afrosinfonica.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-2634\" title=\"afrosinfonica\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/afrosinfonica.jpeg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/afrosinfonica.jpeg 480w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/afrosinfonica-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a>N\u00e3o obstante a exist\u00eancia profusa atual, e um tanto anterior, de orquestras populares, \u00e9 no formato erudito que reside o modelo prec\u00edpuo do conceito &#8220;orquestra&#8221;. E, por sorte, mas n\u00e3o por acaso, a Bahia tem hoje tr\u00eas n\u00facleos sinf\u00f4nicas eruditas atuantes (excluo portanto a Sinf\u00f4nica da UFBA): o Neojib\u00e1, a OSBA &#8211; e a <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/orquestraafrosinfonica\" target=\"_blank\"><strong>Orquestra Afro-Sinf\u00f4nica<\/strong><\/a>, que por ser a \u00fanica fruto de iniciativas privadas e particulares (e tamb\u00e9m por outros motivos) vem aqui destacada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a Neojib\u00e1 inseriu uma certa popularidade dan\u00e7ante e gingada na interpreta\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio modernista latino-americano (de Ernesto Nazareth a Alberto Ginastera), e a Rumpilezz na constru\u00e7\u00e3o de um jazz big-band a partir da r\u00edtmica j\u00eaje e nag\u00f4, foi a <strong>Afro-Sinf\u00f4nica <\/strong>que se deu ao trabalho de criar uma m\u00fasica erudita e l\u00edrica, dentro das formas-sonata, a partir da mel\u00f3dica yorub\u00e1 &#8211; muito mais pr\u00f3ximo portanto do que fez Matheus Aleluia com os Tinco\u00e3s ou o que faz hoje o excelente grupo vocal cachoeirano J\u00eaje-Nag\u00f4 (como eles mesmo dizem, &#8220;o encontro necess\u00e1rio&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 um trabalho simples. Na tradi\u00e7\u00e3o do reino do Benin, da mitologia do candombl\u00e9, a r\u00edtimica, complexa e variada como nenhuma outra na hist\u00f3ria do ocidente, acaba encobrindo a mel\u00f3dica, repetitiva, atonal, e ao seu modo simples. \u00c9 um trabalho de depura\u00e7\u00e3o, de tirar leite das pedras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"385\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jiMC94ZLy2g&amp;hl=en_US&amp;fs=1\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jiMC94ZLy2g&amp;hl=en_US&amp;fs=1\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o resultado \u00e9 impressionante! Ariano Suassuna queria, com a <a href=\"http:\/\/www.luizamerico.com.br\/fundamentais-orquestraarmonial.php\" target=\"_blank\">Orquestra Armorial<\/a>, nos anos 1960, construir uma cultura erudita a partir de nossas ra\u00edzes populares. No caso dele, do que restava da cultura ind\u00edgena bor\u00f4ro no sert\u00e3o de Pernambuco, e da heran\u00e7a ib\u00e9rica e holandesa, e da congada de origem banto-sudanesa. O resultado era bom, mas ao meu ver t\u00edmido, conservador e ainda muito ligado ao popular propriamente dito, com limita\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas e pouca inven\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que a Afro-Sinf\u00f4nica faz \u00e9 o mesmo &#8211; s\u00f3 que com um salto qualitativo luxuoso, e especificamente bahiano, j\u00e1 que a &#8220;cultura popular bahiana&#8221;, especialmente a do Rec\u00f4ncavo e de sua Reconvexa, vem da mais antiga aristocracia africana at\u00e9 o fim do s\u00e9culo XIX: a elite do reino do Daom\u00e9, os chamados &#8220;b\u00fazios&#8221;, tardiamente escravizado para o trabalho urbano na Am\u00e9rica Portuguesa, e n\u00e3o no eito rural. Do trabalho da Orquestra Afro-Sinf\u00f4nica surge, assim, uma m\u00fasica idiossincr\u00e1sica e duplamente erudita, inclusive no sentido de m\u00fasica das elites para as elites. No caso uma elite intelectual negra: a mesma de M\u00e3e Senhora e de Milton Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"385\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KIeo3xeHpSE&amp;hl=en_US&amp;fs=1\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/KIeo3xeHpSE&amp;hl=en_US&amp;fs=1\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>* * *<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que de promissor h\u00e1 nessa conflu\u00eancia orquestral, desde suas formas mais populares e perif\u00e9ricas at\u00e9 a mais elitista e central, \u00e9 que talvez seja o caminho pelo qual o Maranh\u00e3o venha a se inscrever na Reforma Cultural Brasileira. Embora a Reforma Cultural Pernambucana tenha se iniciado com o Mangue Beat, a redescoberta do frevo, tanto em orquestras de pau-e-corda quanto de sopro, lhes foi fundamental. O mesmo pode ocorrer em S\u00e3o Lu\u00eds: se bem que os <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Hm4pjlQnylY&amp;feature=related\" target=\"_blank\">Bumba-Bois de Matraca<\/a> sejam os mais requintados e aguerridos, com mais de 100 anos de tradi\u00e7\u00e3o e verdadeiras sinf\u00f4nicas de tambores e pandeiros arrastando multid\u00f5es, \u00e9 o <strong><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OcQYMEOJ2pM\" target=\"_blank\">Bumba-Boi de Orquestra<\/a><\/strong> o mais palat\u00e1vel, dan\u00e7\u00e1vel e f\u00e1cil de transportar e divulgar. Tamb\u00e9m o mais branco, portugu\u00eas e oriundo da regi\u00e3o mais rica do estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se n\u00e3o for por esta via, n\u00e3o vislumbro outra pela qual o Brasil possa descobrir o mais escondido de seus tesouros: a terra encantada do Rio Anil (que, na verdade, \u00e9 marrom).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s Orquestras, Maestro! O fato n\u00e3o \u00e9 novo, mas n\u00e3o havia se tornado p\u00fablico ainda. 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