{"id":2447,"date":"2010-06-05T08:28:28","date_gmt":"2010-06-05T11:28:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2447"},"modified":"2025-12-24T13:02:57","modified_gmt":"2025-12-24T16:02:57","slug":"o-som-das-sextas-xx","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2447","title":{"rendered":"O Som das Sextas XX"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\">A Hora &amp; A Vez Da M\u00fasica Instrumental<\/h3>\n<div id=\"attachment_2448\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/l_66849019e6494e99997e000dc877d0d4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2448\" class=\"size-full wp-image-2448\" title=\"Tentrio\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/l_66849019e6494e99997e000dc877d0d4.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/l_66849019e6494e99997e000dc877d0d4.jpg 600w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/l_66849019e6494e99997e000dc877d0d4-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2448\" class=\"wp-caption-text\">Tentrio<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um paradoxo que o retorno da for\u00e7a do formato can\u00e7\u00e3o se d\u00ea concomitantemente, paralelamente, imbricadamente com o fortalecimento da m\u00fasica instrumental no Brasil. Este paradoxo j\u00e1 apareceu aqui de soslaio algumas vezes. Por exemplo, quando colocamos <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1822\" target=\"_blank\">um Frevo de Palco num dos Sons das Sextas<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, como dia 11 de junho, sexta-feira que vem, <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RpyLpUit-Nw\" target=\"_blank\">tr\u00eas bandas de rock puramente instrumental se juntam na <strong>Zauber<\/strong><\/a> (sob efeitos indiretos do <a href=\"http:\/\/quinacultural.blogspot.com\/2010\/05\/noite-fora-do-eixo-vendo-147-e-plastico.html\" target=\"_blank\">Fora do Eixo<\/a>, que \u00e9 &#8211; literalmente! &#8211; junto com o Conex\u00e3o Vivo uma das principais linhas t\u00e1ticas para desconstruir o monop\u00f3lio da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica pa\u00eds afora e adentro): <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/bandapatadeelefante\" target=\"_blank\"><strong>Pata de Elefante<\/strong><\/a>, da nossa distante irm\u00e3 Porto Alegre, os estourando <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/vendo147\" target=\"_blank\"><strong>Vendo 147<\/strong><\/a>, e os prestes a estourar <strong><a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/tentriorock\" target=\"_blank\">TenTrio<\/a><\/strong>. O <strong>TenTrio<\/strong> merece um detalhe a parte: mais sof\u00edsticado, tem can\u00e7\u00f5es (sem letra) que intensionalmente lembram o primeiro Led Zeppelin (o que se nota at\u00e9 pelo nome de uma delas, <em>Cachalote<\/em>, em \u00f3bvia refer\u00eancia a m\u00edtica <em>Moby Dick<\/em>); e Eduardo C\u00e9sar \u00e9 um contista que escreve t\u00e3o bem quanto toca e comp\u00f5e (sem letra), um cin\u00e9filo rigoroso, um polemista pol\u00edtico aguerrido. A coincid\u00eancia de se apresentarem com os ga\u00fachos do <strong>Pata de Elefante<\/strong> me faz lembrar que Iber\u00ea Camargo era grande artista pl\u00e1stico, mas tamb\u00e9m escritor; que Caryb\u00e9 idem; que Jorge de Lima escrevia e tamb\u00e9m pintava. Talvez esteja a\u00ed um desses casos raros de duplicidade art\u00edstico autoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal paradoxo j\u00e1 aparecia previamente a escolha dos componentes que fizemos aqui no <em><a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1497\" target=\"_blank\">Cartel sobre a Can\u00e7\u00e3o<\/a> <\/em>&#8211; s\u00e9rie de 4 + 1 entrevistas em 2009 com jovens cancionistas (<a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2079\" target=\"_blank\">e um n\u00e3o cancionista porque a frente de uma big-band de jazz sinf\u00f4nico, a Orkestra Rumpilezz<\/a>) de Salvador. <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1773\" target=\"_blank\">Estava na escolha de Morot\u00f3 Slim, do Retrofoguetes, como um dos entrevistados<\/a>. N\u00e3o restava d\u00favidas de que Retrofoguetes fazia can\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o-cant\u00e1vel (por aus\u00eancia de letra). E estava nisso parte do enodamento das quest\u00f5es colocadas no Cartel: como e por que dizem que a can\u00e7\u00e3o morreu? que novidades tem a can\u00e7\u00e3o agora retomada? qual sua rela\u00e7\u00e3o com a dan\u00e7a, o carnaval, a cantabilidade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Retrofoguetes merece toda a preced\u00eancia nacional sobre isso. H\u00e1 quase 10 anos atr\u00e1s, quando o Dead Billies se dissolveu, eles investiram nesse caminho. Tatearam num primeiro disco irregular, mas tecnicamente irreproch\u00e1vel; mesmo antes, apesar da vocifera\u00e7\u00e3o de MoscaBillie no Dead Billies, a presen\u00e7a de um instrumental poderoso estava l\u00e1 &#8211; assim como, sendo em ingl\u00eas, as m\u00fasicas n\u00e3o eram t\u00e3o cant\u00e1veis assim (embora at\u00e9 hoje levantem o ch\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=384\" target=\"_blank\">Baile Esquema Novo<\/a> &#8211; ali\u00e1s, das poucas festas do pa\u00eds que podem colocar m\u00fasica instrumental e fazer o assoalho tremer com gente dan\u00e7ando: seja com a <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/opbh\" target=\"_blank\">Orquestra Popular da Bomba do Hemet\u00e9rio<\/a> &#8211; que ali\u00e1s tenta aproximar o frevo de rua e de palco, instrumentais, do frevo can\u00e7\u00e3o, com letra -, seja com <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/macacobong\" target=\"_blank\">Macaco Bong<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isto \u00e9: quando todo mundo achava que o instrumental e a can\u00e7\u00e3o tinham perdido pra m\u00fasica eletr\u00f4nica pr\u00e9-fabricada, o power trio de frevo-el\u00e9trico bahiano apostou em ambas. No longo prazo, ficou claro quem estava certo&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"385\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jdw_A0wrTYU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jdw_A0wrTYU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ocorre que a for\u00e7a do instrumental na contemporaneidade da m\u00fasica brasileira est\u00e1 para-aqu\u00e9m e para-al\u00e9m do rock`n roll. Gostaria de nisso lembrar o qu\u00e3o vision\u00e1rio foi <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1934\" target=\"_blank\">Pedro Pond\u00e9 que, ao retomar com for\u00e7a o formato-can\u00e7\u00e3o com todas as consequ\u00eancias pol\u00edticas (e mesmo eleitorais) que tem<\/a>, chamava o trabalho d&#8217;O C\u00edrculo de &#8220;rock popular brasileiro&#8221; &#8211; no sentido de que o rock n\u00e3o podia ser da classe m\u00e9dia insatisfeita apenas, tinha de se popularizar; e no sentido de que n\u00e3o poderia haver nenhum interm\u00e9dio entre ele e a m\u00fasica brasileira propriamente dita. Na entrevista que nos concedeu no Cartel sobre a Can\u00e7\u00e3o ele enfatizava que, antes de ser cant\u00e1vel e de ter rela\u00e7\u00e3o com a letra, a can\u00e7\u00e3o tem de ser assovi\u00e1vel; e que, no caso espec\u00edfico de O C\u00edrculo, nada seria poss\u00edvel sem a alta qualidade de int\u00e9rpretes instrumentais como Daniel Ragoni e Taciano Vasconcelos (cuja excel\u00eancia da guitarra est\u00e1 ainda por ser reconhecida, talvez at\u00e9 por ele pr\u00f3prio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, por outro lado, <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2350\" target=\"_blank\">s\u00f3 recentemente descobri a forma\u00e7\u00e3o em viol\u00e3o cl\u00e1ssico de Thiago Kalu<\/a>, sem o que seus sambas de melodia intrincada e por vezes atonal n\u00e3o seriam poss\u00edveis. <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1522\" target=\"_blank\">E o que faz a Formid\u00e1vel Fam\u00edlia Musical sen\u00e3o radicalizar o paradoxo <em>instrumental X can\u00e7\u00e3o<\/em><\/a>, transformando a voz de Damm n\u00e3o apenas em um instrumento, como tamb\u00e9m em verdadeiros solos de onomatop\u00e9ias em si instrumentais? Neste sentido, o <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/doisemum\" target=\"_blank\">Dois em Um<\/a>, tamb\u00e9m de Salvador, que aposta numa neo-bossa silenciosa, \u00e9 altamente instrumental &#8211; inclusive sua violoncelista \u00e9 m\u00fasica de carreira da Sinf\u00f4nica do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"385\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/VmCQ2EInWsE&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/VmCQ2EInWsE&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A for\u00e7a da m\u00fasica instrumental atual, contudo, n\u00e3o passa apenas pela m\u00fasica dan\u00e7ante ou radiof\u00f4nica (e cabe ainda ressaltar a import\u00e2ncia t\u00e1tica do <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1806\" target=\"_blank\">Festival de M\u00fasica Instrumental na Bahia<\/a>, levado adiante heroicamente por Fernando Marinho). Ela se manifesta na for\u00e7a renovada das sinf\u00f4nicas nacionais: todos os louros a John Neschling e Ricardo Castro. Se manifesta tamb\u00e9m no surgimento potente de sinf\u00f4nicas jovens como programas de estado e de governo, como o <a href=\"http:\/\/www.neojiba.org\" target=\"_blank\">Neojib\u00e1<\/a> (cujas vers\u00f5es para composi\u00e7\u00f5es eruditas modernistas e pr\u00e9-modernistas latino-americanas s\u00e3o totalmente can\u00e7\u00e3o, e da\u00ed sua op\u00e7\u00e3o recente por mergulhar nas obras de Gershwin e Bernstein), a Sinf\u00f4nica de Heli\u00f3p\u00f3lis e as de Minas Gerais. Ainda na Bahia, <a href=\"http:\/\/www.jamnomam.com.br\/\" target=\"_blank\">a retomada das Jam Sessions de Jazz no Museu de Arte Moderna Solar do Unh\u00e3o<\/a> aos s\u00e1bados \u00e9 marca disso &#8211; inclusive porque o formato atual \u00e9 muito mais cancioneiro do que o jazz fusion herm\u00e9tico do tempo de Heitor Reis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Coisa pouco \u00f3bvia \u00e9 que a for\u00e7a da m\u00fasica instrumental (aliada sempre ao retorno do formato can\u00e7\u00e3o) seja um vetor importante de descentraliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o musical brasileira. Vem de Mato Grosso do Sul uma das principais sinf\u00f4nicas do pa\u00eds, utilizando viola de coxo e outros instrumentos regionais em seus concertos. \u00c9 assim que o Acre pode nos dar a excepcional banda de rock tamb\u00e9m instrumental <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/caldodepiaba\" target=\"_blank\">Caldo de Piaba<\/a>, o Amap\u00e1 o <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/miniboxlunar\" target=\"_blank\">Mini Box Lunar<\/a> e o Mato Grosso a <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1679\" target=\"_blank\">Vanguart<\/a> (que n\u00e3o s\u00e3o instrumentais, mas onde o instrumental burilado \u00e9 fator crucial de sustenta\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o), e o Par\u00e1 o <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/lapupuna\" target=\"_blank\">LaPupu\u00f1a<\/a>. Ali\u00e1s, \u00e9 embarcando nessa mar\u00e9 que o <a href=\"http:\/\/www.comunicacao.ba.gov.br\/noticias\/2010\/copy4_of_01\/30\/filarmonicas-recebem-apoio-do-governo-do-estado\" target=\"_blank\">Programa de Fomento a Filarm\u00f4nicas, recentemente lan\u00e7ado pelo Governo do Estado da Bahia<\/a>, vem somar de modo perfeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"480\" height=\"385\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6X9TKkiYh2c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"480\" height=\"385\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6X9TKkiYh2c&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe aqui de novo men\u00e7\u00e3o especial ao <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=2418\" target=\"_blank\">Baiana System<\/a>. No in\u00edcio deste texto, falamos que numa \u00e9poca em que a m\u00fasica eletr\u00f4nica (bem mediocre, e a\u00ed est\u00e1 mais um sintoma do neoliberalismo nas artes e na est\u00e9tica) reinava de modo a sufocar a instrumental e a can\u00e7\u00e3o, o Retrofoguetes apostou nestas duas. Mas \u00e9 s\u00f3 com o Baiana System que uma coisa se integra a outra: o Baiana System, abarcando tudo, inclui em suas m\u00fasicas recursos da e-music sem deixar de fazer can\u00e7\u00e3o, ricamente instrumental explorando todas as potencialidades da guitarrinha-bahiana (e tamb\u00e9m nisso o Baiana System \u00e9 o estado-da-arte no anti-ax\u00e9\/p\u00f3s-ax\u00e9, superando e reintegrando todas as contradi\u00e7\u00f5es que se possa supor).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma nota contudo, que insisto em repetir como samba melanc\u00f3lico: falta o Maranh\u00e3o! \u00c9 no <a href=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=113\" target=\"_blank\">Bumba-Boi de Orquestra e de Matraca<\/a> que os formatos can\u00e7\u00e3o (com rigores de <em>cante<\/em> ib\u00e9rico, \u00e0s vezes) e instrumental (inclusive filarm\u00f4nico) v\u00eam se juntar numa dupla-h\u00e9lice h\u00e1 mais de s\u00e9culo. E no entanto, S\u00e3o Lu\u00eds segue injustamente isolada desse processo nacional em que ela tanto teria a contribuir&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Hora &amp; A Vez Da M\u00fasica Instrumental \u00c9 um paradoxo que o retorno da for\u00e7a do formato can\u00e7\u00e3o se d\u00ea concomitantemente, paralelamente, imbricadamente com o fortalecimento da m\u00fasica instrumental no Brasil. Este paradoxo j\u00e1 apareceu aqui de soslaio algumas vezes. 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