{"id":1773,"date":"2009-09-10T19:05:09","date_gmt":"2009-09-10T22:05:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1773"},"modified":"2025-12-24T13:03:37","modified_gmt":"2025-12-24T16:03:37","slug":"a-cancao-sem-cancao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ultimobaile.com\/?p=1773","title":{"rendered":"A can\u00e7\u00e3o sem can\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: arial; line-height: normal;\"> <\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\">M\u00fasica di-VER-gente<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1776\" title=\"morota\" src=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/morota.jpg\" alt=\"morota\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/morota.jpg 500w, https:\/\/www.ultimobaile.com\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/morota-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>Entre os quatro entrevistados, Morot\u00f3 Slim \u00e9 o mais velho, sendo o elo perdido entre a gera\u00e7\u00e3o da Resist\u00eancia e a da Retomada. Participou de duas grandes bandas bahianas: o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/thedeadbillies\" target=\"_blank\">Dead Billies<\/a> e o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/retrofoguetes\" target=\"_blank\">Retrofoguetes<\/a>. E \u00e9 o \u00fanico dos quatro que n\u00e3o faz letra (e no Dead Billies n\u00e3o fazia letra em portugu\u00eas), nem canta. \u00c9 a can\u00e7\u00e3o, sem can\u00e7\u00e3o.\u00a0E, no fundo, mais um Filho de Gandhy de Dod\u00f4&amp;Osmar.<\/div>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: small;\">O Retrofoguetes foge do padr\u00e3o das bandas de surf-music. A gente quer passar sentimento, tencionar notas &#8211; algo como Chico Buarque nas letras das can\u00e7\u00f5es. Mas isso \u00e9 muito dif\u00edcil numa linha somente instrumental. E o\u00a0<em>ChaChaCha<\/em> tem esse lance interessante: as pessoas conseguiram identificar o que a gente pensava e sentia enquanto compunha &#8211; viam as imagens na can\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-size: large;\"><span style=\"font-size: 18px;\"><span style=\"font-size: small;\"><strong>LUCAS JERZY PORTELA: O Retrofoguetes faz can\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><strong><br \/>\n<\/strong><\/span><\/span>MOROT\u00d3 SLIM: Qual conceito da can\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Eu sempre imaginei que era o que podia ser cantando. Se a can\u00e7\u00e3o passa uma mensagem, a minha m\u00fasica instrumental passa uma mensagem. Talvez a can\u00e7\u00e3o tenha mais a ver com sentimentos que com palavras. Essa hist\u00f3ria de Chico Buarque dizer que a can\u00e7\u00e3o acabou talvez seja uma coisa pretenciosa dele pelo fato de ele n\u00e3o produzir nada novo. A can\u00e7\u00e3o pode ter acabado no sentido de que eu sempre tive d\u00favida se houve uma renova\u00e7\u00e3o na m\u00fasica brasileira desde a Tropic\u00e1lia. Los Hermanos \u00e9 uma renova\u00e7\u00e3o? Mas vem de Chico Buarque&#8230; N\u00e3o h\u00e1 nenhum nome marcanta na renova\u00e7\u00e3o da can\u00e7\u00e3o nos anos 2000 &#8211; h\u00e1 bons instrumentistas: Rafael Rabelo, Yamand\u00fa Costa.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea&#8230;<\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"font-weight: normal;\">Eu n\u00e3o&#8230; [risos] O que eu acho que eu contribuo \u00e9 eu saber de muita coisa que pouca gente conhece: a coisa da guitarra bahiana, do frevo el\u00e9trico, e coisas de raiz americanas. E de eu pesquisar coisas obscuras, e eu aprendi a falar no sotaque destes estilos. E a\u00ed ningu\u00e9m conseguiu apontar que tal ou tal m\u00fasica nossa tem influ\u00eancia desse ou daquele autor. Tem uma cole\u00e7\u00e3o que eu gosto muito que chama\u00a0<em>Ultralounge<\/em>, que \u00e9 uma abertura pra m\u00fasica visual. <\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong><br \/>\n<\/strong><\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea falou que n\u00e3o surgiu nada de novo desde a Tropic\u00e1lia. <\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"font-weight: normal;\">N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o surgiu, mas n\u00e3o foi nada que marcasse como as bases da m\u00fasica brasileira, que influenciam at\u00e9 hoje. Voc\u00ea liga na Nova Brasil FM, e o que voc\u00ea ouve&#8230;?<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"font-weight: normal;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong>Mas a Nova Brasil n\u00e3o mostra a m\u00fasica brasileira atual: n\u00e3o mostra\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/ocirculo\" target=\"_blank\">O C\u00edrculo<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/sibaeafuloresta\" target=\"_blank\">Siba e a Fuloresta<\/a> (Pernambuco),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/cabrueramusic\" target=\"_blank\">Cabruera<\/a> (Para\u00edba),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/formidavelfamiliamusical\" target=\"_blank\">Formid\u00e1vel Fam\u00edlia Musical<\/a>, Retrofoguetes,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/vanguart\" target=\"_blank\">Vanguardt<\/a> (Mato Grosso),\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/xiquebaratinhomcz\" target=\"_blank\">Xique Baratinho<\/a> (Alagoas).<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9, n\u00e3o mostra. Ningu\u00e9m, ao menos no meio comercial, ousou mais. A ousadia de um Jo\u00e3o Gilberto, um Tom Jobim, um Villa-Lobos. Villa-Lobos \u00e9 um dos grandes da m\u00fasica popular brasileira.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Villa-Lobos \u00e9 popular? Villa-Lobos \u00e9 erudita!<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 &#8220;erudita popular brasileira&#8221;. Voc\u00ea pega os estudos dele pra viol\u00e3o, aquilo \u00e9 maxixe, frevo, etc.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea acha que essa quebra de limites estil\u00edsticos que Villa-Lobos, ou Tom Jobim, ou a Tropic\u00e1lia fazia, n\u00e3o aparece no pagod\u00e3o, no p\u00f3s-pagode, tipo Psirico? &#8211; dada sua rela\u00e7\u00e3o com o samba-duro, mas tamb\u00e9m com recursos modernos.<\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"font-weight: normal;\">N\u00e3o acho n\u00e3o. Respeito por ser um fen\u00f4meno popular, como a galera do hip-hop, ou do funk carioca. O pagod\u00e3o \u00e9 moderno por causa da tend\u00eancia comercial. A Retrofoguetes fez uma vez um show na frente da prefeitura, e s\u00f3 tinha a gente de coisa eletrificada. O resto era tudo &#8220;bandas de samba do Rec\u00f4ncavo bahiano&#8221;, aquelas velhinhas, coisas incr\u00edveis, e isso \u00e9 t\u00e3o aut\u00eantico, t\u00e3o verdadeiro &#8211; e eles n\u00e3o querem ganhar dinheiro com isso. Tocam isso no quintal da casa, no barro pisado. A renova\u00e7\u00e3o de que voc\u00ea fala, no p\u00f3s-pagode, \u00e9 apenas financeira.<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong><span style=\"font-weight: normal;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea disse que n\u00e3o houve renova\u00e7\u00e3o da Tropic\u00e1lia pra c\u00e1&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>Talvez eu esteja esquecendo alguma coisa, mas se tivesse sido t\u00e3o importante eu estaria me lembrando agora. Claro que surgiram m\u00fasicos extraordin\u00e1rios e grupos importantes. Mas quem ocuparia hoje o lugar de um Pixinguinha e um Noel Rosa pras novas gera\u00e7\u00f5es? Lenine? Chico C\u00e9sar? Talvez seja cedo demais, ou o fato de eu estar vivendo dentro disso n\u00e3o me permita perceber.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea ocupa um lugar at\u00edpico neste Cartel: dos entrevistados voc\u00ea \u00e9 o mais velho, e por isso o \u00fanico que n\u00e3o \u00e9 da gera\u00e7\u00e3o que eu chamo de p\u00f3s-ax\u00e9. Voc\u00ea foi da resist\u00eancia ao ax\u00e9-music, o que fez com que o p\u00f3s-axezismo viesse a acontecer. Ent\u00e3o, e a gera\u00e7\u00e3o mais nova que a sua, ou ent\u00e3o o MangueBeat de Pernambuco, n\u00e3o fez nada de novo?<\/strong><\/div>\n<div>\u00d3tima lembran\u00e7a! Eu estava sendo injusto! Chico Science foi a grande figura. Todo mundo fala que o Nirvana mudou o rock: mudou para pior! Chico Science, sim, fez uma revolu\u00e7\u00e3o, unindo rock e regional, modernidade e tradi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea falou de m\u00fasica visual. Voc\u00ea acha que a can\u00e7\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica visual?<\/strong><\/div>\n<div>Acho que sim. A m\u00fasica instrumental \u00e9 como se fosse ler um livro, e a can\u00e7\u00e3o como ver um filme. Claro que filmes passam sentimentos, mas ele est\u00e1 l\u00e1 pronto. A m\u00fasica instrumental te dar o livro pra ler, e o ouvinte tem de construir o resto na cabe\u00e7a.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Suas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito visuais, f\u00edlmicas at\u00e9.<\/strong><\/div>\n<div>Na verdade a gente tem um grande lance com o cinema, ou inv\u00e9s dos caras que conseguiram fazer trilha pra cinema. Como n\u00e3o deu pra fazer, a gente faz nosso disco. Mas isso \u00e9 despretencioso, n\u00e3o \u00e9 sistem\u00e1tico. O\u00a0<em>ChaChaCha<\/em> surgiu de modo quase psicografado. As m\u00fasicas vieram naturalmente &#8211; isso talvez seja can\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o que voc\u00ea tira ao ouvir \u00e9 can\u00e7\u00e3o. As pessoas cantam as m\u00fasicas das gentes no show, apesar de n\u00e3o ter letra.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Como o frevo\u00a0<em>Vassourinhas<\/em>, que todo mundo canta em onomatop\u00e9ia.<\/strong><\/div>\n<div>Mas Vassourinhas hoje tem letra. Eu gostaria muito de tocar no palco do Cais da Alf\u00e2ndega, no RecBeat durante o Carnaval, j\u00e1 rolou umas conversas nessa dire\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 hora de a gente sair daqui no Carnaval. O Trio El\u00e9trico Foguet\u00e3o \u00e9 importante na atual retomada do Carnaval da Bahia, e disso a gente n\u00e3o vai abrir m\u00e3o.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>O melhor de Recife n\u00e3o \u00e9 o carnaval, mas os bailes pr\u00e9-carnavalescos.<\/strong><\/div>\n<div>Que em Salvador foram acabando&#8230; Por outro lado, a gente tem talvez o \u00fanico baile de carnaval de Salvador, que \u00e9 o\u00a0<em><a href=\"http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI3597037-EI6621,00-Retrofoguetes+Lazzo+Geronimo+e+a+baianidade.html\" target=\"_blank\">Retrofolia<\/a><\/em>, na Boomerangue.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>As pessoas cantam suas m\u00fasicas no show. E a can\u00e7\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica de cantar junto, de assoviar. <\/strong><\/div>\n<div>Algumas pessoas agora em S\u00e3o Paulo, no Festival PIB, ficaram comparando a gente com a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/macacobong\" target=\"_blank\">Macaco Bong<\/a>, do Mato Grosso &#8211; que s\u00e3o excelentes. A gente ganhou deles. Por que? Porque as m\u00fasicas dele n\u00e3o s\u00e3o assovi\u00e1veis, s\u00e3o muito complexas &#8211; apesar de \u00f3timas.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>O Retrofoguetes ainda faz rock?<\/strong><\/div>\n<div>Faz, claro! A gente sempre teve rela\u00e7\u00e3o com todo tipo de m\u00fasica, inclusive folcl\u00f3ricas, \u00e9tnicas. E eu tenho um defeito: eu n\u00e3o consigo tocar o mesmo riff duas vezes da mesma forma. O que a gente gosta \u00e9 de colher as coisas que est\u00e3o nas raizes, aut\u00eanticas &#8211; porque a verdade est\u00e1 no passado mesmo. N\u00e3o h\u00e1 nada de peso atualmente &#8211; talvez interrompido pela morte de Chico Science.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Mas o MangueBeat n\u00e3o faz can\u00e7\u00e3o. J\u00e1 na Bahia hoje praticamente s\u00f3 se faz can\u00e7\u00e3o. A nova gera\u00e7\u00e3o da Bahia n\u00e3o \u00e9 uma renova\u00e7\u00e3o? O C\u00edrculo, Clube da Malandragem, Formid\u00e1vel Fam\u00edlia Musical, etc.<\/strong><\/div>\n<div>Eu nunca assisti um show do C\u00edrculo, nem conhe\u00e7o m\u00fasicas dele, nem sabia que ele tinha essa recep\u00e7\u00e3o popular que voc\u00ea diz. Talvez seja tudo ainda muito novo para dizer que \u00e9 uma renova\u00e7\u00e3o. Claro que o Retrofoguetes vem mostrando algo que nunca foi feito &#8211; e eu s\u00f3 posso falar com propriedade do Retrofoguetes. Pode at\u00e9 existir uma coisa nova, mas eu n\u00e3o fa\u00e7o quest\u00e3o de renovar porque tudo que eu fa\u00e7o parece velho. Esse &#8216;velho&#8217;, vindo de um modo diferente, pode parecer novo &#8211; porque as pessoas n\u00e3o conhecem o velho. E tem a maneira Retrofoguetes de tocar. A Formid\u00e1vel eu conhe\u00e7o e \u00e9 uma coisa nova, e muito bem-feita &#8211; as coisas s\u00e3o sempre muito bem-feitas na Bahia. Ser\u00e1 que o ax\u00e9-music n\u00e3o foi uma renova\u00e7\u00e3o? [risos].<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>O ax\u00e9-music faz can\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div>Se as pessoas cantam, e sentem, e ficam t\u00e3o emocionadas no carnaval, deve ser n\u00e9&#8230;<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Qual \u00e9 o seu conceito de can\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div>Ser\u00e1 que \u00e9 o fato apenas de ser cantada? Ser\u00e1 que t\u00e1 ligada diretamente a emo\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que tem de ter as duas pegadas &#8211; e a m\u00fasica instrumental n\u00e3o est\u00e1 inserido nisso? Ser\u00e1 o fato de a m\u00fasica instrumental passar um sentimento, mesmo sem letra, e assim ser can\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que as pessoas podem cantar m\u00fasicas instrumentais com onomatop\u00e9ias, e com isso ser can\u00e7\u00e3o?<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Mas a onomatop\u00e9ia est\u00e1 tamb\u00e9m na can\u00e7\u00e3o com letra.<\/strong><\/div>\n<div>Sim, t\u00e1 no jazz, no samba, no rock.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>No Trio da Guitarra Bahiana, no Carnaval, voc\u00eas tocaram com Jackson, da Banda Mel. Era uma grande banda, n\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div>Do caralho! Eu era guri, ficava tentando tirar as melodias da Banda Mel, que era uma coisa j\u00e1 com disson\u00e2ncia, isso j\u00e1 me chamava aten\u00e7\u00e3o &#8211; eu toco desde os dez anos de idade. Eu j\u00e1 tava com a guitarra bahiana &#8211; na verdade, era um cavaquinho afinada como guitarra bahiana. O \u00fanico valor como escola musical que h\u00e1 na Bahia veio de Dod\u00f4 &amp; Osmar &#8211; e do Carlinhos Brown, a Timbalada. Sendo um pouco radical, mesmo o samba-reggae do Il\u00ea Ay\u00ea e do Olodum j\u00e1 s\u00e3o uma consequ\u00eancia. O Il\u00ea \u00e9 o tro\u00e7o mais aut\u00eantico que existe aqui!, junto com o Filhos de Gandhy, o ijex\u00e1.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea falou que sua m\u00fasica \u00e9 sempre ligada ao passado, e a can\u00e7\u00e3o tem esse car\u00e1ter de ancestralidade e de transmiss\u00e3o entre gera\u00e7\u00f5es. Disseram uma vez a Letieres Leite (da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.rumpilezz.com\/\" target=\"_blank\">Orkestra Rumpilezz<\/a>) que ele faz a coisa mais moderna e mais arcaica da Bahia ao mesmo tempo, e o mesmo com Dorival Caymmi. O Retrofoguetes tamb\u00e9m?<\/strong><\/div>\n<div>Moderno porque a linguagem \u00e9 moderna mesmo, mas ao mesmo tempo a origem disso tudo \u00e9 no passado. Eu gosto muito de ver aqueles filmes que t\u00eam a vis\u00e3o do futuro que se tinha no passado &#8211; tipo Bras\u00edlia. O Retrofoguetes \u00e9 um pouco isso com uma coisa melhor: a tend\u00eancia a n\u00e3o fechar as portas, pra nada! M\u00fasica boa tem em todo canto do mundo. Voc\u00ea dizer que n\u00e3o vai gravar isso por ser um tango, ou uma tarantela &#8211; voc\u00ea t\u00e1 sendo burro. Talvez a mistura seja uma coisa importante.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Tarantela seria o equivalente italiano da can\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que dentro de uma leitura mais rigorosa da can\u00e7\u00e3o, a can\u00e7\u00e3o s\u00f3 existiria na costa atl\u00e2ntica das Am\u00e9ricas, atrav\u00e9s da popula\u00e7\u00e3o negra trazida pelos brancos. \u00c9 assim um meta-estilo.<\/strong><\/div>\n<div>N\u00e3o existiria nada similar na europa? Lembra quando se fala na escola de &#8220;can\u00e7\u00e3o de amigo&#8221;, &#8220;can\u00e7\u00e3o de amor&#8221;, &#8220;can\u00e7\u00e3o de esc\u00e1rnio&#8221; &#8211; da prosa medieval. Porque querendo ou n\u00e3o, tudo acabou vindo do velho mundo. A polca, por exemplo, influenciou tudo: o acorde\u00f3n aparece em todos os ambientes folcl\u00f3ricos de qualquer pa\u00eds do ocidente. O jazz &#8211; que \u00e9 um dos ber\u00e7os da can\u00e7\u00e3o &#8211; por mais negro, tem de ter uma erudi\u00e7\u00e3o, que vem da m\u00fasica cl\u00e1ssica europ\u00e9ia. O instrumento que se toca geralmente \u00e9 europeu, na origem. A Europa, juntando com a \u00c1frica, d\u00e1 um molho da porra! &#8211; o grande\u00a0fog\u00e3o foi as Am\u00e9ricas.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>O Retrofoguetes seria poss\u00edvel se n\u00e3o fosse na Bahia? Se voc\u00ea n\u00e3o tivesse se criado no Bonfim?<\/strong><\/div>\n<div>Acho que perderia muito. N\u00e3o seria a mesma coisa. Estava conversando hoje com Fred Menendez, e ele me dizia: &#8220;Neg\u00e3o, eu conhe\u00e7o um monte de gente que toca guitarra bahiana fora, mas s\u00f3 aqui a gente toca da maneira que deve ser tocada&#8221;. Velho, a escola foi formada aqui, por Osmar Macedo. Eu procuro, at\u00e9 tocando minhas m\u00fasicas, deixar claro o sotaque daqui. Armandinho \u00e9 importante? Muito! Aroldo \u00e9 importante? Muito! Mas vamos atentar para a maneira que o velho Osmar tocava: ele declamava com a guitarra [faz com a voz imita\u00e7\u00e3o do som de guitarra]. Essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode se perder, e tudo veio de Osmar. A gente tava ensaiando pro show e eu disse: &#8220;Viu, Aroldo? T\u00f4 fazendo do jeito que seu pai fazia&#8230;&#8221; e ele: &#8220;\u00c9 mermo, Morota&#8221;. Os frevos de Osmar n\u00e3o s\u00e3o mera m\u00fasica de festa &#8211; s\u00e3o quase um beijo. N\u00e3o \u00e9 o mero\u00a0<em>ligatto<\/em> entre as notas, como nos trombones de vara dos frevos de rua de Recife. A interpreta\u00e7\u00e3o de Osmar&#8230; ele brinca com estas coisas. Ele quase beija a guitarra.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Ele tocando o Hino ao Senhor do Bonfim \u00e9 quase m\u00edstico&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>Isso! O que Armandinho fez, e Aroldo, s\u00e3o lindas &#8211; a maneira que os meninos pegaram do pai e transformaram em seu j\u00e1 \u00e9 outra hist\u00f3ria. A escola de Armandinho e Aroldo Macedo eu n\u00e3o conhe\u00e7o nada igual! Olhe que eu cavuco m\u00fasica, mas eu nunca vi nada parecido. A Bahia t\u00e1 deixando passar isso. Tem o Clube da Guitarra Bahiana, mas tudo \u00e9 com muito esfor\u00e7o&#8230; O grande patrim\u00f4nio de Salvador era o carnaval instrumental el\u00e9trico, dos anos 50. Como o Retrofoguetes. Talvez a \u00fanica banda da Bahia instrumental que as pessoas dancem no carnaval seja o Retrofoguetes &#8211; n\u00f3s somos filhos de Dod\u00f4&amp;Osmar. Que nem Sandy&amp;J\u00fanior [risos]. \u00c9 por isso que eu n\u00e3o acho que a m\u00fasica bahiana&#8230; S\u00f3 existe essa facilidade de a Bahia ser um p\u00f3lo de grandes m\u00fasicos por que? N\u00f3s nivelamos por cima: Por Armando, Aroldo, Betinho. Nego t\u00e1 vacilando, deixando passar algo que \u00e9 muito bom, muito importante.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>O Tema do Carnaval esse ano s\u00e3o os 60 anos de Trio El\u00e9trico.<\/strong><\/div>\n<div>Mais do que merecido! \u00c9 bom mas passa &#8211; tudo no carnaval passa. Espero que isso chame aten\u00e7\u00e3o e desperte a garotada&#8230;Essa escola que Aroldo t\u00e1 fazendo, com uns meninos pobres pra aprender guitarra bahiana, \u00e9 incr\u00edvel! Tem uns meninos hiper-talentosos, mas na m\u00e9dia s\u00e3o apenas corretos. Agora, dedicados, adoram! E esse esfor\u00e7o de Aroldo, a recria\u00e7\u00e3o de Aroldo, Elifas, Armando. Reproduzindo instrumentos que j\u00e1 foram consagrados. Hoje eles s\u00e3o minha fam\u00edlia: namoro com D\u00f3ris h\u00e1 20 anos, minha filha \u00e9 afilhada de Aroldo. Ali\u00e1s, a menina \u00e9 cheia de talento. Se depender dela, vai virar guitarrista de frevo el\u00e9trico. Voc\u00ea ta ligado que n\u00e3o foi s\u00f3 a guitarra bahiana que foi roubada pelos americanos sem patente? O r\u00e1dio foi inven\u00e7\u00e3o de um padre brasileiro. E nos anos 50 veio um\u00a0marinheiro americano aqui, comprou um pau-el\u00e9trico na m\u00e3o de Dod\u00f4, e levou pra l\u00e1. Anos depois, olha a guitarra el\u00e9trica&#8230;! Agora, tem muita gente ingrata: Pepeu Gomes gravava disco e punha na capa &#8220;bandolin el\u00e9trico&#8221;. Porra nenhuma: \u00e9 guitarra bahiana! E tem de dizer que \u00e9 bahiana mesmo! Se ele aprendeu, e existe uma escola, foi Dod\u00f4&amp;Osmar, e que \u00e9 feito de Armandinho, Betinho, Moraes Moreira.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Chiclete com Banana, no come\u00e7o, n\u00e3o fazia frevo-el\u00e9trico? Tipo,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=veYJFgW31wk\" target=\"_blank\">Cometa Mambembe<\/a><\/em>&#8230;<\/strong><\/div>\n<div>N\u00e3o! essa m\u00fasica nem \u00e9 deles, \u00e9 de Amelinha.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Voc\u00ea sabia que Chiclete com Banana gravou uma m\u00fasica com letra de Manuel Bandeira? &#8220;<em><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dPCUkve-xRc\" target=\"_blank\">Oh, por esse amor \/ voc\u00ea \u00e9 tudo que brilha \/ \u00e9 \u00fanica ilha \/ no oceano de meu desejo<\/a><\/em>&#8221; &#8211; \u00e9 um trecho de\u00a0<em><a href=\"http:\/\/cortenaaldeia.blogspot.com\/2006\/12\/no-leito-estreito-da-redondilha.html?zx=de09eaf068a595cd\" target=\"_blank\">Redondilha<\/a><\/em>.<\/strong><\/div>\n<div>Mentira&#8230;!? \u00e9 s\u00e9rio? Que louco isso! Mas tudo isso \u00e9 tudo depois de Osmar Macedo. A renova\u00e7\u00e3o da moderna m\u00fasica bahiana, popular, que toca em r\u00e1dio, vem do frevo el\u00e9trico.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Cheiro de Amor, &#8220;<em><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5a6yy6DIs7g\" target=\"_blank\">Amor amor amor \/ tem Cheiro de Amor pelo pa\u00eds<\/a><\/em>&#8220;, n\u00e3o era frevo el\u00e9trico?<\/strong><\/div>\n<div>Eu j\u00e1 achava uma bosta isso. Claro que h\u00e1 uma mem\u00f3ria afetiva em rela\u00e7\u00e3o isso, como com as m\u00fasicas antigas do Chiclete: eu sou da Bahia, p\u00f4! [batuca o ritmo na mesa pra tirar d\u00favida] N\u00e3o \u00e9 frevo n\u00e3o, j\u00e1 \u00e9 axez\u00e3o mesmo.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>E aquela &#8220;<em><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=oZjvuOtggmQ\" target=\"_blank\">Sim, \u00e9 um jardim, mui delirante \/ Cheiro de Amor \/ com mil e um lances de brilho e de cor<\/a><\/em>&#8220;?<\/strong><\/div>\n<div>[batuca de novo] Essa a\u00ed ainda tem uma pegada frevo. Eu me lembro dos bailes do Clube dos Oficiais da PM, na Avenida Dendezeiros (Cidade Baixa), passava o trio el\u00e9trico do Cheiro na frente espergindo perfume&#8230; mas \u00e9 fruto de Osmar tamb\u00e9m. N\u00e3o adianta nego ficar falando &#8220;eu toco choro e guitarra bahiana, mas n\u00e3o t\u00f4 muito ligado a coisa da guitarra bahiana&#8230;&#8221;.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>E a coisa de voltar a ter um di\u00e1logo com o ax\u00e9-music, penetrar neste p\u00fablico com o rock, sem se render ao axe-sistem?<\/strong><\/div>\n<div>Quem come\u00e7ou isso foi Pitty (do Inkoma). O lance que Pitty abriu foi a possibilidade de a galera perceber que o rock era legal, era aud\u00edvel, dan\u00e7\u00e1vel.<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>Mas ela fez isso perdendo est\u00e9tica, se vendendo. E voc\u00eas fizeram isso tamb\u00e9m, com o\u00a0Retrofolia\u00a0e o\u00a0Trio Foguet\u00e3o\u00a0&#8211; sem se vender.<\/strong><\/div>\n<div>O ax\u00e9 a que me refiro hoje n\u00e3o \u00e9 as coisas dessa \u00e9poca do Cheiro e do Chiclete. Chiclete fazia frevo, galope, na \u00e9poca de Johny (\u00cdndio, ex-guitarrista do Chiclete), que foi esquecido por Bel. Johny tocava pacaralho! Nada impede que o rock, um dia, se torne a m\u00fasica do carnaval &#8211; isso no passado existiu, se tornar de novo jamais, \u00e9 idealista. As pessoas estava querendo ir pro Carnaval, mas n\u00e3o gostavam de ax\u00e9. A\u00ed, passou a acontecer. A Banda Mel era formada por irm\u00e3os. Acabou essa coisa: voc\u00ea n\u00e3o forma mais bandas com parentes e amigos no ax\u00e9 &#8211; quem forma a banda n\u00e3o \u00e9 voc\u00ea, \u00e9 o empres\u00e1rio. E no rock, voc\u00ea ainda monta banda com quem voc\u00ea quer. \u00c9 mais aut\u00eantico. O que o ax\u00e9 se tornou hoje n\u00e3o \u00e9 uma coisa aut\u00eantica &#8211; j\u00e1 foi, n\u00e3o \u00e9 mais. Umas bandas com o valor cosm\u00e9tico, de imagem, maior do que o m\u00fasical. Outro cara que a gente tem de valorizar muito \u00e9 Lu\u00eds Gonzaga &#8211; que \u00e9 um marco: s\u00f3 tolos que dizem que Lu\u00eds Gonzaga tem uma harmonia pobre. Isso \u00e9 meio um recado que t\u00f4 mandando &#8211; um pessoal que fica embebido numa arrog\u00e2ncia erudita, e n\u00e3o conhece metade dos acordes que aquele velho conhece&#8230;<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>A can\u00e7\u00e3o morreu? Tem gente nova fazendo can\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div>Acho que n\u00e3o morreu n\u00e3o. F\u00e1bio\u00a0<a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/cascadurarock\" target=\"_blank\">Cascadura<\/a> faz can\u00e7\u00e3o. A Formid\u00e1vel Fam\u00edlia Musical faz can\u00e7\u00e3o. Essa galera que eu n\u00e3o acho uma renova\u00e7\u00e3o da m\u00fasica brasileira, Lenine, Chico C\u00e9sar, fazem can\u00e7\u00e3o.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FRkrA2gQX00\" target=\"_blank\">Chico C\u00e9sar cantou um frevo el\u00e9trico em homenagem a Armandinho, com Armandinho, no carnaval<\/a> &#8211; voc\u00ea lembra&#8230;<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div><strong>E porque Chico Buarque, Tom Z\u00e9 e outros dizem que a can\u00e7\u00e3o morreu?<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Eles n\u00e3o conseguem nivelar por baixo. Eles v\u00eam de uma linhagem muito grande. Quando eles olham pro presente enxergam pessoas que est\u00e3o se esfor\u00e7ando, mas que n\u00e3o deram algo de t\u00e3o significativo ainda. Eu tinha medo de Chico Buarque quando eu era pequeno, aquelas melodias tensionadas &#8211; talvez isso eu tenha herdado dele&#8230; Talvez o pessoal mais direcionado a raiz nordestina, tipo Cabru\u00eara, Mestre Ambr\u00f3sio, Cascabulho, estejam no caminho certo. Vivendo do \u00d3cio \u00e9 muito legal, tocamos com eles j\u00e1.<\/div>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><object classid=\"clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000\" width=\"425\" height=\"344\" codebase=\"http:\/\/download.macromedia.com\/pub\/shockwave\/cabs\/flash\/swflash.cab#version=6,0,40,0\"><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\" \/><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\" \/><param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/JChyPTEpOX4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;\" \/><param name=\"allowfullscreen\" value=\"true\" \/><embed type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"425\" height=\"344\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/JChyPTEpOX4&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00fasica di-VER-gente Entre os quatro entrevistados, Morot\u00f3 Slim \u00e9 o mais velho, sendo o elo perdido entre a gera\u00e7\u00e3o da Resist\u00eancia e a da Retomada. 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